Uma visão sobre a comunicação na política, desde a retórica grega às mídias sociais da atualidade, foi apresentada aos alunos do Curso Fé e Política no último módulo programado para 2025. Com o título “Comunicação e Opinião Pública”, a disciplina foi ministrada pelo jornalista e escritor Zózimo Tavares, no sábado passado (6/12).
Ele destacou que a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a comunicação, que ganhou novo impulso com o desenvolvimento dos jornais diários, entre o final do século XVII e o início do seguinte. Outro salto se verifica com a criação do mercado editorial. Os livros que circulavam nas mãos de poucos passam a ser distribuídos em larga escala, ampliando exponencialmente o público com acesso à leitura.
Outro grande impacto na comunicação se dá quando o cinema entra em cartaz, no final dos 1800, fascinando o público com sua imagem em movimento, ainda que seja mudo e em preto e branco.
“O século XX chega com uma nova forma de fazer política – a comunicação de massa. Um meio de comunicação poderoso, de grande penetração popular, entra na onda: o rádio”, observou. A partir do fim da Segunda Guerra, com a massificação da cultura do consumo, a propaganda tem novo impulso. A comunicação ganha velocidade com o audiovisual. Esse modelo se impõe por quase um século.
Nesse período, os líderes autoritários são os primeiros a farejar o potencial das novas tecnologias de comunicação e são também os primeiros a se apropriarem delas.
Por fim, o advento da internet e das mídias sociais muda radicalmente, outra vez, o paradigma da comunicação política. Esse campo já não é mais ocupado apenas pelos que atuam pela conquista, manutenção e reforço do poder. Ele passa a incorporar também o cidadão.
As aulas do Curso de Fé e Política serão retomadas em janeiro de 2026, no plenarinho Dom Sérgio da Rocha, no Centro Pastoral Paulo VI, em Teresina.
O jornalista Zózimo Tavares é pós-graduado em Comunicação e Marketing e em Linguística (Análise dos Discursos). É licenciado em Letras pela UESPI e bacharel em Comunicação Social – Jornalismo e em Ciência Política pela UFPI, onde foi professor. Presidiu o Sindicato dos Jornalistas do Piauí. Foi secretário de Comunicação Teresina, nas gestões dos prefeitos Wall Ferraz, Francisco Gerardo e Firmino Filho. Foi editor-chefe dos jornais O DIA e DIÁRIO DO POVO. Integrou a Comissão de Direitos Humanos das Arquidiocese de Teresina e presidiu a Academia Piauiense de Letras.